Prezados,
Segue Aula 6 de Análise Combinatória!
Bons estudos!
André Assumpção
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
domingo, 8 de março de 2015
SOU EDUCADOR MATEMÁTICO! (André Assumpção)
Não
são poucas as vezes em que me faço essa pergunta. Por que sou professor de
Matemática?
Essa
é uma pergunta composta por duas outras: Por que sou professor? Por que de
Matemática? Observem que já início a tentativa de explicação utilizando o
conceito de composição, que pode ser explicado pela matemática.
Ser
educador nunca fez parte dos meus sonhos de criança. A função de educador surge
em minha vida pela simples tentativa de ajudar colegas de turma que faziam o
curso de Eletrônica comigo no Centro Educacional Manuel Pereira.
Vários
desses colegas chegavam nessa escola para tentar concluir o antigo segundo
grau, após uma jornada de 8 horas de trabalho e, ao menos, 2 horas de viagem
num trem lotado. Desses todos lembro com mais clareza do amigo Pedro. Um jovem
senhor de uns 50 anos, com um conhecimento prático de eletrotécnica fabuloso,
mas que mal sabia as operações básicas da matemática.
Até
o segundo ano de curso eu vivia apenas para estudar. Chegava de banho tomado e
jantado para as aulas que aconteciam no turno da noite, contrastando com a
realidade da maior parte dos colegas de turma.
Sensibilizado
com as dificuldades desses colegas, resolvi dar aulas aos sábados para
ajuda-los a compreender os conteúdos e passar nas provas bimestrais.
Durante
essas aulas fui percebendo que esses colegas conseguiam entender o que eu
tentava explicar, ao contrário do que acontecia nas aulas da semana.
Após
dois anos de convívio com esses colegas consegui alcançar os meus objetivos e
ajuda-los a alcançar os deles, e isso me fez feliz.
Antes
mesmo de entrar para o curso de Licenciatura em Matemática, passei um ano
lecionando em escolas de ensino fundamental. Com pouca idade, nenhuma
experiência docente, mas muita vontade de ajudar as pessoas, entrei em salas de
aula. Consegui fazer com que aqueles alunos aprendessem alguma ciosa da
matemática, e isso me fez feliz.
Após
23 anos de magistério, percebo que o magistério é a arte de ajudar as pessoas,
aprender com essas pessoas e me fazer feliz.
É
impossível explicar o quanto é emocionante tirar alguém da “escuridão da ignorância”
(no sentido definido por Platão).
Mas
não daria para lecionar outra coisa?! É o que sempre me perguntam. Por que logo
a matemática?
Essa
explicação talvez se inicie com a análise dos meus próprios fracassos com a
matemática. Diferente do que muitos pensam, até a 8ª série era um aluno
medíocre, principalmente na matemática. O Xadrez, o meu querido amigo e
professor Domingão, minhas namoradas da adolescência, dentre outras motivações
me fizeram superar as dificuldades e começar a ter um certo domínio dessa
matemática.
A
graduação e o mestrado em Educação me ajudaram a enxergar a matemática com
outros olhos. Desde então coloquei como meta de vida ajudar as pessoas a
enxergar essa matemática que vai para além dos números e das fórmulas. Uma
matemática que nos ajuda a compreender o mundo, que dá sentido à vida, que tem
cor, som e textura. Uma matemática que, ao contrário da tristeza de antes, traz
alegria. Uma matemática que me permite dizer o que as palavras não são capazes
de escrever.
Hoje,
após 23 anos de magistério, compreendo que a matemática me abriu várias portas.
As portas do mercado de trabalho, as portas da cidadania, as portas da música,
da poesia e de várias outras expressões artísticas, as portas da compreensão do
mundo e das pessoas que nele habitam e, sobretudo, as portas da felicidade.
A
interseção das duas explicações resume a resposta à pergunta inicial em uma
única frase. Sou professor de matemática para ser FELIZ.
BURACO NEGRO, BURACO BRANCO E BURACO DE MINHOCA: Uma análise científica do filme "Interestelar"
Prezados,
Bom dia!!!!!
Interessante artigo sobre os chamados buracos negros, buracos brancos e buracos de minhoca está no site do Instituto Ciência Hoje.
Esta análise parte dos eventos descritos no filme "Interestelar".
Vale à pena a leitura!
Link: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/buraco-negro-buraco-branco-e-buraco-de-minhoca
Abraços,
André Assumpção
Bom dia!!!!!
Interessante artigo sobre os chamados buracos negros, buracos brancos e buracos de minhoca está no site do Instituto Ciência Hoje.
Esta análise parte dos eventos descritos no filme "Interestelar".
Vale à pena a leitura!
Link: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/buraco-negro-buraco-branco-e-buraco-de-minhoca
Abraços,
André Assumpção
sábado, 21 de fevereiro de 2015
A Panaceia da Formação Profissional
Em publicação recente, o Dr. Braulio Luna Filho, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – Cremesp, aponta a má qualidade do ensino médico como uma das causas para o baixo aproveitamento dos egressos no último exame aplicado pelo conselho.
A última edição do exame foi realizada em outubro de 2014, contando com a participação de 3.323 dos 3.410 egressos em Medicina inscritos. Do total de participantes, 2.885 foram alunos de escolas paulistas e 525 de outros Estados, números que abrangem 93 das 216[1] faculdades de Medicina no País.
O exame, cuja participação é obrigatória para o egresso que almeja a inscrição no Cremesp, não tem caráter punitivo. Ou seja, mesmo não obtendo bom rendimento no exame, os participantes poderão requerer suas inscrições no Conselho de Medicina e terão direito ao exercício da profissão normalmente. Pelo menos até que seja aprovado o Projeto de Lei nº 217/2004, que visa instituir o exame nacional de proficiência em Medicina como condição para o exercício da profissão, que atualmente se encontra na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.
Nesta última edição do exame, 55% dos egressos não obtiveram aprovação. Ou seja, não conseguiram acertar um mínimo de 60% das 120 questões objetivas, que abordavam temas exclusivamente das áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Pública, Epidemiologia, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas (Fisiologia, Bioquímica, Microbiologia e Parasitologia, Biofísica e Biologia Molecular). Na separação dos resultados de egressos de IES públicas e privadas, 65,1% dos reprovados estudaram em faculdades privadas e 33% em faculdades públicas.
Nos últimos anos, vários conselhos profissionais, e mesmo o Ministério da Educação, discutiram ou implementaram exames como forma de avaliar a formação do profissional, ou mesmo restringir o exercício profissional daqueles egressos que não conseguirem aprovação no exame, tal como ocorre com o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
A questão que precisa ser avaliada é até que ponto esses exames são (ou geram) soluções para a melhoria da qualidade da formação desses profissionais. Mesmo com todos os exames – ENADE, OAB, Cremesp, CRA, Exame de Proficiência Contábil etc, ano após ano, observamos resultados ruins nesses exames, o que demonstra não haver cenário de melhora para a formação profissional. Torna-se evidente que outras medidas precisam ser urgentemente adotadas para que haja melhorias nesse cenário.
É evidente que os exames são necessários para a observação das falhas no processo de formação. Porém, também é evidente que não se geram mudanças apenas com ações no final do processo de formação. Os exames não são a Panaceia que irá curar todos os males gerados pela baixa qualidade da educação brasileira em todos os níveis.
Não podemos achar que as IES, sejam elas públicas ou privadas, irão resolver os problemas causados por décadas de leniência com a educação básica.
Existe uma rede formada por políticos, instituições educacionais e gestores que são responsáveis, direta ou indiretamente, por todos os resultados ruins que observamos nesses exames. Desta forma, penso que seja necessária uma reflexão mais profunda sobre a justiça presente no ato de responsabilizar somente o aluno, ou as IES, pela qualidade da formação desses profissionais.
André Assumpção
PS: Versão resumida publicada 18/02/2015, no Jornal de Brasília, Seção Opinião.
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- Alice e André
- André Luiz Monsores de Assumpção é matemático, educador, professor universitário e escritor. Mestre em Educação Matemática. Foi Coordenador dos cursos de Licenciatura em Matemática e Licenciatura em Pedagogia, Pro-Reitor de Graduação do Centro Universitário, Diretor Geral de IES e Gerente Acadêmico. Consultor educacional. Alice Soares Monsores de Assumpção é advogada, professora universitária e de cursos preparatórios para concursos, graduação e pós-graduação, assessora legislativa e consultora. Mediadora Judicial. Mestre em direito pela UERJ.

