domingo, 11 de agosto de 2013

CONCURSO INSS - ANALISTA DO SEGURO SOCIAL

Publicado edital para preenchimento de 300 (trezentas) vagas para o cargo de analista do seguro social do INSS. A banca é a Funrio.  O salário é de R$ 7.147,12.

A inscrições começam nesta segunda-feira e vão até 13 de setembro.

As vagas são distribuídas nas seguintes áreas de formação: estatística, administração, ciências contábeis, direito, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia elétrica, engenharia de telecomunicações, engenharia com especialização em segurança do trabalho, arquitetura, tecnologia da informação, terapia ocupacional, pedagogia, psicologia, comunicação social (jornalismo e publicidade e propaganda), fisioterapia e letras.

As vagas estão distribuídas nas Superintendências Regionais e Administração Central:
Superintendência Regional Norte Centro-Oeste (circunscrição AC, AM, AP, DF, GO, MS, MT, PA, RO, RR e TO), Superintendência Regional Nordeste (circunscrição PE, AL, BA, CE, PB, RN, SE, MA e PI), Superintendência Regional Sudeste I (circunscrição SP), Superintendência Regional Sudeste II (circunscrição MG, ES e RJ), Superintendência Regional Sul (circunscrição SC, PR e RS) e Administração Central (circunscrição Brasília).

A prova objetiva está prevista para o dia 13 de outubro.

sábado, 10 de agosto de 2013

Retrato da falta de planejamento para a formação técnica


Ainda estão abertas as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica – SISUTEC, um sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação - MEC, no qual instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica oferecem vagas em cursos técnicos na forma subsequente, ou seja, que necessitam que o candidato já tenha concluído o ensino médio. 

A condição para a inscrição é que o candidato tenha participado do ENEM. 

As inscrições terminam às 23h50 do dia 12 de agosto, podendo o candidato optar por dois cursos diferentes.

A primeira chamada de selecionados ocorrerá no dia 14 de agosto, devendo estes efetivar a matrícula nos dias 15 e 16. Para a segunda chamada, que ocorrerá no dia 19 de agosto, a matrícula ocorrerá no dia 20.

Apesar da demanda para profissionais da área técnica, a quantidade de vagas ofertadas pelas instituições públicas é bastante pequena, o que demonstra uma falta de planejamento nas políticas relacionadas ä formação profissional técnica.

Das 239.792 vagas ofertadas pelo SISUTEC, apenas 24.518 são ofertadas pela rede pública. A rede privada está ofertando 197.343 vagas e o sistema S mais 17.931.

Segundo informações do MEC, até ontem já havia mais de 200 mil inscrições, sendo mais de 50% do sexo feminino.

O quantitativo maior de vagas foi oferecido por instituições da região Sudeste (111.068), conforme se pode observar no quadro abaixo. Porém, até o dia de ontem, era a região com a segunda menor razão entre o total de inscritos e o quantitativo de vagas, o que demonstra novamente a falta de planejamento, visto que nas regiões mais pobre do país o quantitativo de vagas não suprirá o total de interessados nesse tipo de curso.

Região
Nº de vagas
Nº de inscritos
Inscritos/Vagas
Região Norte
6.660
19.949
2,995
Região Nordeste
68.121
97.487
1,431
Região Centro-Oeste
25.335
16.352
0,645
Região Sudeste
111.068
62.351
0,561
Região Sul
28.608
13.356
0,467
Fonte: Setec/MEC



Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin, em Águas Claras, continua matriculando em seus cursos de Pós, apesar de proibida pelo MEC


Suspeita de emitir diplomas de pós-graduação para alunos que nunca estiveram em sala de aula, a Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin acabou proibida pelo Ministério da Educação (MEC) de matricular estudantes interessados em especializações. Mas a instituição de ensino superior, situada em Águas Claras, está desrespeitando a decisão. Por telefone ou pessoalmente, funcionários não hesitam em registrar a inserção de estudantes em uma das 31 pós disponíveis no prédio.


Em 28 de junho, a Secretaria de Regulação e Supervisão Superior do MEC, por meio da Portaria nº 277, além de vetar o ingresso de alunos, proibiu a abertura de cursos especiais. A ordem do ministério foi emitida após uma série de reportagens do Correio. Em março de 2011, o jornal denunciou um suposto esquema de emissão clandestina de certificados de pós-graduação.

A diplomação suspeita ocorria em duas instituições parceiras da Darwin: o Instituto de Capacitação Educacional (CAP) e no Núcleo de Ensino Superior de Brasília (Nesb), situados no Recanto das Emas e em Taguatinga Norte, respectivamente. A primeira entidade certificava os alunos em nome da Darwin. A reportagem comprovou que, mediante pagamento antecipado de R$ 1 mil, era possível burlar todas as etapas de um curso verdadeiro e sair com o título de especialista em alguma área sem nunca, de fato, ter passado pelas etapas de um curso regular. O CAP acabou fechado uma semana depois. 

A matéria completa está disponível para assinantes do Jornal O Correio Braziliense. A assinatura pode ser feita pelo próprio site!!!


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Qualidade das escolas, o SISU e outras mazelas



Novamente a qualidade das escolas brasileiras foi matéria em jornais brasileiros. Dessa vez, numa bela matéria publicada no Correio Brasiliense, encontramos dados que apontam que 85% das escolas brasileiras oferecem uma estrutura inadequada para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Os dados são extraídos de uma pesquisa realizada por pesquisadores da UNB e da Federal de Santa Catarina, que avaliou 194.932 escolas brasileiras, sendo elas públicas ou privadas.

Na metodologia utilizada na pesquisa, criou-se quatro escalas para categorizar a qualidade das escolas. São elas: Elementar, Básica, Adequada e Avançada.

Os itens avaliados na categoria elementar foram: água, sanitários, energia, esgoto e cozinha. Na categoria básica, além dos itens anteriores foram avaliados a sala da diretoria, aparelhos de televisão e DVD, computadores e impressora. Para a categoria adequada, além dos itens das duas outras categorias, foram observados a existência de sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, parque infantil, copiadora e acesso à internet. Por fim, na categoria avançada, foram observadas a existência de laboratórios de ciências e estrutura física para atendimento de estudantes com necessidades especiais.

É importante atentar para o fato de que a pesquisa não aponta o uso adequado das estruturas, mas somente a sua existência na estrutura escolar. Também não existe referência sobre a qualidade dessas estruturas, o que nos levaria a um maior aprofundamento na análise dos estudos realizados pelos pesquisadores.

No quadro abaixo sintetizamos os resultados por região e nacional.


Elementar
Básica
Adequada
Avançada
BRASIL
44,5%
40,0%
14,9%
0,6%
Norte
71,0%
22,2%
6,5%
0,3%
Nordeste
65,1%
27,6%
7,1%
0,3%
Centro-Oeste
17,6%
51,6%
29,7%
1,0%
Sudeste
22,7%
57,0%
19,8%
0,5%
Sul
19,8%
49,9%
28,8%
1,6%
Fonte: Correio Brasiliense, 4/08/2013.



Como pode ser observado, aproximadamente 85% das escolas investigadas não oferecem a estrutura física adequada ao plenos desenvolvimento das atividades educacionais. É lamentável que esses dados não sejam utilizados como critério para a escolha do país sede da copa ou das olimpíadas. Cabe então questionar, ou repetir o questionamento que tem sido comum nos últimos meses: “Quando teremos escolas de padrão FIFA?”

Esses dados corroboram com outra questão já apontada neste Blog. É correto afirmar que o SISU democratiza o acesso às IES públicas? A disputa nacionalizada promovida pelo SISU favorece os alunos das regiões Sudeste e Sul, que evidentemente conseguem construir uma base mais sólida durante a educação básica.

Bater as metas impostas por organismos internacionais já não nos basta. Simplesmente ter nossos alunos matriculados nessas escolas não é o suficiente para garantir desenvolvimento social.

Precisamos de escolas de qualidade avançada e de professores qualificados e bem remunerados. Precisamos de medidas mais rígidas e verdadeiramente aplicáveis para os casos de desvio de recursos, principalmente dos recursos da saúde e da educação. Em matéria recente publicada no portal G1, a Controladoria Geral da União - CGU aponta irregularidades na aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), para investimento em educação básica, em quatro estados e 120 municípios do Norte e do Nordeste, exatamente das regiões que aparecem com os maiores percentuais de escolas com estruturas inadequadas.

É preciso uma ampla discussão sobre os pontos abordados aqui e, numa possível solução advinda da proposta de federalização da educação básica.

A matéria apresentada no Correio Brasiliense pode ser vista na íntegra pelo link : http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/8/4/qualidade-de-85-das-escolas-na-berlinda.









domingo, 4 de agosto de 2013

Editorial: Aumento da Evasão gera reflexões nos cursos de Engenharia

Em publicação recente do jornal Correio Brasiliense, encontramos algumas preocupantes reflexões que recaem, ou irão recair, nos cursos de Bacharelado em Engenharia.

O principal argumento levantado da matéria é a grande evasão gerada, principalmente, pelos altos índices de repetência nas matérias de cálculo do ciclo de formação básica, que compõem a estrutura da maioria dos currículos de engenharia das IES brasileiras.

Para quem acompanha a matéria ao longo dos anos, essa argumentação não possui elementos novos. Sabemos que as disciplinas de cálculo são recordistas de repetência nos cursos de engenharia. Esse número é reflexo, dentre outros motivos, das lacunas na formação básica dos ingressantes desses cursos, principalmente da matemática básica, como também de um despreparo dos professores na organização de uma transposição didática que pudesse reduzir a exagerada carga teórica das disciplinas de cálculo, e inserir esses conteúdos de forma mais significativa e contextualizada.

O problema é que não existe a exigência de uma formação pedagógica para professores universitários, o que torna quase impossível a estruturação de metodologias de ensino que possam dar conta das dificuldades dos alunos.

Porém, também não é possível colocar toda a responsabilidade nos professores universitários. Afinal, esse é um problema histórico que tem se ampliado ao longo dos tempos em razão do aumento na procura para os cursos de engenharia e, principalmente, novamente pela qualidade da formação básica apresentada pelos alunos ingressantes, que se reduz ano após ano.

Inclui-se ainda nessa argumentação o fato de que as políticas de acesso às IES públicas aumentam o quantitativo de alunos com problemas de formação básica, e como ainda não existe qualquer política de acompanhamento pedagógico desses alunos, ou mesmo de nivelamento, tal como o Ministro Mercadante começa colocar em discussão, a tendência é que aumente ainda mais o contingente de repetentes nessas matérias, bem como a evasão causada por esta repetência.

Outra questão que preocupa é o início de argumentações que passam por uma redução do nível de exigência na formação de engenheiros, alicerçada na atual demanda de mercado. Temos uma demanda que não está sendo suprida pela IES. Porém, não podemos cometer os mesmo erros cometidos na formação, por exemplo, dos professores. Colocar profissionais desqualificados no mercado também não resolve o problema. 

Não houve planejamento por parte do governo para garantir que as instituições pudessem preparar os engenheiros que o mercado necessitaria hoje. Olhando para o passado, víamos cursos de engenharia sendo fechado pela falta de demanda. A demanda por engenheiros surgiu, principalmente, a partir das políticas de investimento na área da construção civil e, também, em função do equilíbrio econômico apresentado nos últimos anos.

O próprio governo que “planejou” as ações que levaram o Brasil ao crescimento econômico e a elevação do mercado da construção, poderia ter planejado uma política de investimento na área de formação. Assim não estaríamos vivenciando o problema que está sendo apontado na matéria.

Outra questão que também merece discussão é o equívoco de se achar que o problema de formação profissional se resolve com cursos de bacharelado. O ministério da educação precisa ampliar os incentivos para a formação na área técnica, seja de nível médio ou de nível superior. Certamente muitos desse evadidos dos cursos de engenharia poderia se identificar melhor em cursos técnicos ou superior tecnológicos, que possuem uma carga teórica menor, uma maior formação prática/técnica e um menor período de integralização.

Para quem tiver interesse e verificar a matéria na íntegra, deixo o link de acesso http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/8/4/abandonando-o-barco.

Quem sou eu

André Luiz Monsores de Assumpção é matemático, educador, professor universitário e escritor. Mestre em Educação Matemática. Foi Coordenador dos cursos de Licenciatura em Matemática e Licenciatura em Pedagogia, Pro-Reitor de Graduação do Centro Universitário, Diretor Geral de IES e Gerente Acadêmico. Consultor educacional. Alice Soares Monsores de Assumpção é advogada, professora universitária e de cursos preparatórios para concursos, graduação e pós-graduação, assessora legislativa e consultora. Mediadora Judicial. Mestre em direito pela UERJ.